Durante anos tive uma estamparia, tipo empresa de um homem só, onde eu fazia tudo. No início, comprava cores variadas em potes pequenos - para ter uma paleta mais rica. Mas o fato é que isso ficava bem caro e a solução foi começar a comprar apenas 5 cores e misturá-las para chegar a outras tonalidades. Essas cores, segundo um livro que consultei na época, deveriam ser: ciano, magenta, amarelo, além do branco e do preto.
Era uma diversão misturar e tentar atingir a cor que eu queria. Consultava uma tabela de cores, via a porcentagem de cada uma das primárias e transportava isso para meus potes de tinta - quase sempre era preciso acrescentar uma pitada de branco ou preto. Esse método me dava uma nova tinta, uma cor "chapada", por isso a necessidade do branco de vez em quando… mas o sistema usado nas gráficas para imprimir separa as três cores primárias e acrescenta uma camada corretiva de preto, imprimindo uma sobre a outra separadamente (o branco é o papel no fundo). É o sistema CMYK (Cian, Magenta, Yellow e blacK). A teoria é que a soma C+M+Y, os três a 100%, seria igual a preto - mas na prática isso não se mostra verdadeiro, por isso a camada K foi adicionada.
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